segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Quando estou fraco é aí que sou forte

Motivos para comemorar? Sim e abundantemente!
Cidade Modelo? SIM!!! SIM!!! SIM!!!
Começo escrever esse Post com estas afirmações porque hoje 20 de dezembro de 2010, a cidade de Dourados completa 75 anos de vida. Essa cidade grande e linda é muito mais que estrutura física. Isso tudo é apenas só um detalhe, para a verdadeira urbe acalorada em cada coração, principalmente no meu que agora vos escrevo. [muito emocionada] 
No dia 07 de abril de 1984, deslizava-se nas paredes da casa quente [útero] de dona Angelita Maria, exatamente às 8 horas da manhã e naturalmente, a quarta e última filha da família Silva&Fernandes. Sem saber, Deus abriu os meus olhos pela primeira vez aqui nessa cidade dourada. Sou pedaços de minha mãe e de meu pai, Ciro Paraguai e claro dos meus irmãos: Osmar, Angela e Leandro que eu tanto prezo como as pessoas mais ricas que tenho.
Sonhos Dourados...
Enquanto minha mãe me carregava nos braços a caminho do Sitio da minha Vó Jovelina, onde morava quase toda nossa família, eu posso jurar que tudo ficou intactamente gravado no meu subconsciente... Principalmente a estrada.
26 anos se passaram... E depois de tantos caminhos e de tantas casas, me vejo novamente em casa [Dourados].
Cidade onde concluí o colegial e daqui mais alguns anos, concluo sim, a faculdade. Cidade que sonho cantando e canto sonhando. Cidade que cresço, cidade que cresce. Cidade que choro sorrindo e sorrindo choro. Cidade que grito em silêncio e silenciando grito.  Cidade que tenho amigos e inimigos: tenho pena. Cidade que amando acabei o amor encontrando. Cidade que quando está fraca é aí que é forte. (II Corintios Cap 12 - vers. 5 ao 10)
Rimas e palavras se tornam infinitas... analize
Nunca se sinta fraco. Nunca diga que é incapaz de realizar algo. Nunca diga que você tem medo de amar e de deixar-se amar, pois, o amor se resume simplesmente porque o outro (todas as pessoas) têm a beleza, a alegria e a paz que te completa.
(Hoje, dia 20, quando fui fazer uma externa pela manhã, para a Rádio Coração, pude observar com bonança, nas comemorações do aniversário de Dourados, a presença das pessoas mais simples daqui. Pessoas que sorriam e se contentavam com tão pouco: um pedaço de bolo, lá distribuído após o cantar dos parabéns. A emoção veio ao meu peito e exalou várias vezes nos meus olhos. Não sabia o certo o que eu estava sentindo. Paz! Senti paz no olhar daquelas pessoas, que ainda continua fixado nos meus. Já o olhar e a presença de alguns políticos, sem querer, me consumiram; por mais que na minha vida faço de tudo para que o passado não se prenda no presente).
Dourados sou eu! Dourados é você! Dourados somos nós!
Somos feitos de pedaços dos outros, porém de consciência individual.
Que nesse dia, cada um, medite que tipo de Dourados está sendo...

é como cantar com o Ary Barroso: é pra frente que se anda!

e nunca se cale:

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Alegria, matéria da PAZ

Porque fazer do nosso dia o mais complexo se ele nos vem com tanta naturalidade. É como sentir os pulmões cheios de ar; pronto! E porque não sorrir? Não sorria só porque está sendo filmado!
Sorria porque Você está vivo mesmo! 

...Na verdade este post tem haver com um dia especial, o Natal.
Todo ano, podemos dizer que Natal é a mesma coisa. Tempo que lembra a cor vermelha, Papai Noel, muito presente e muita comida.

Signicados
Perdi a conta. Mas, como Cristã, acredito sim na data do nascimento de Jesus. Mas, não a vejo [a data] somente com apenas esse significado. É como se fosse um dia e um tempo, em que meu coração fica mais feliz; e você sabe que, quando nosso coração está feliz, podemos muito mais!

Podemos...
Amar
Carinhar (só ser for um furacão)
Abraçar
Perdoar
Trabalhar (não muito. rs)
Respeitar
Festar
Beijar
Chorar (de tanto rir)
Namorar
Exagerar (com moderação)
Familiar (SEMPRE)
Brincar (como uma criança mesmo!)
Casar (só se estiver com febre...rs)
Viajar
Descansar
Cantar (até dormindo)
Ler
Desejar
Caminhar (só para os gordinhos)
Correr (mas só atrás de coisas e pessoas boas)
e claro...Sonhar


e saiba....só vivemos em paz, se praticarmos todas essas coisas aí, além de fazer o bem e de olhos fechados, pois, "a verdadeira Alegria é a Arte de viver em Paz consigo e com os outros...".

Seja feliz, mas seja você!!!!

Viva!!! todos os dias intensos de 2010.
Feliz Natal e...vem logo 2011 que eu estou fervendo!

sábado, 27 de novembro de 2010

O apanhador de desperdícios


 Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhadopara gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas
.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

***
do poeta Manoel de Barros

sábado, 13 de novembro de 2010

A música, poesia e filosofia de Paulinho Moska

1 hora de entrevista com Paulinho Moska na Cesta de Música da rádio CBN.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Amadurecimento


“A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos”. Ô poeta Manoel de Barros...
Porque é tão difícil olhar para aquilo que está próximo de nós? Será por conta do convencido ou porque nosso olhar já está acostumado com o perto? É. Eu tenho aprendido tanto com perto. O perto a que me refiro é o meu imo.
Escrevo isto por causa do meu olhar para os outros [que estão perto de mim]. Vezes julgador, acusador e/ou convencido de que são todos sem noção. O cativar não é uma tarefa fácil para mim e para muitos, acredito. É uma das atividades afetuosas mais complexas, pois, têm de se fazer com todos e sem ressalva.  

E o poeta Manoel de Barros entra nessa história justamente porque ele é de perto; e foi me apresentado por uma professora muito digna do olhar de perto. Quando li Manoel: “com pedaços de mim eu monto um ser atônito”; entendi o constituído da maturação, ou seja, do amadurecimento.
O fermento do amadurecimento é constituído do conhecer mais o outro e acima de tudo respeitá-lo, dar-lhe atenção, ser generoso, ser amável, enfim saber mais do outro, mas sem ser indiscreto com a história dele, seja ele quem for...
Dicas: seu amigo (a), um músico, uma faxineira, o padeiro, sua mãe, um colega de trabalho, um padre, uma garota da esquina, um político, [também], seu terapeuta, uma criança, o seu médico, o poeta... E por aí vai...
Mas, de todos acima citados, há um que não referi; e é o que mais recomendo: Deus! Pois Ele se resume a tudo e a todos.
[É como um travesseiro. Meu travesseiro nunca falou comigo, mas eu sim, já falei comigo mesmo, por meio do meu travesseiro. entende.]

sábado, 6 de novembro de 2010

A harmonia das cordas

"As cordas trazem para a música melodia e canção, pelos seus sons a existência se torna mais leve".
Por Eduarda Rosa

Cordas. Como pensar na vida sem elas, ao nascermos estamos presos a um cordão umbilical, quando crescemos um pouco nos embala nos brinquedos, no circo garante equilíbrio ao artista e  “na música ela está presente / trazendo a felicidade, / prá alma sofrida da gente / com acordes bonitos, dolentes, / de violões e violinos plangentes”, como diz a poesia de um autor que se esconde pelo pseudônimo de “frevo & jazz”. Mas tudo isso é música, arte, e pessoas vivem dos sons que essas cordas emitem.

Alice Fernandes, estudante de jornalismo, douradense, do estado de Mato Grosso do Sul, aprendeu aos 13 anos, com seu irmão, o que as cordas do violão queriam dizer. A ajuda de um tio e a persistência fizeram com que ela aprendesse praticamente sozinha a desvendar a “alma de seu amante”, seu violão, como ela mesma define, "o meu violão é como se fosse um amante,  onde é  a partir dele que eu tenho momentos particulares, é onde eu sinto Deus através dele”.

Alice conseguia viver de música antes de iniciar a faculdade, tocava em restaurantes e bares, mas escolheu a vida de estudante e deixou a música, um pouco de lado, mas ela (a música) sempre estava ali. Até conseguiu um emprego na Secretaria de Cultura de Ponta Porã, cidade fronteira com o Paraguai, onde teve aulas de saxofone e ajudava nas aulas de violão para crianças. Mesmo tentando fugir de seu talento, não conseguia, assim resolveu se inscrever no I Prêmio Divas da Música Brasileira, e para sua surpresa, ficou entre as três primeiras colocadas.

São nos momentos de paz que Alice, junto ao seu violão, compõe suas letras e melodias, e as cordas representam a sua essência, “tudo aquilo que eu tento exalar é a partir dali, é como se saísse de dentro de mim, é toda a minha essência que sai ali naquele volume, naqueles sons, é a essência da minha vida que sai ali no som das cordas”. Foi em um desses instantes que Alice deu uma nova vida, mesclando no ritmo da MPB, à música “Tocando em Frente” de Almir Sater, cantor sul-mato-grossense, que deu a ela a oportunidade de ser finalista do prêmio Divas. 

Confira a música, Tocando em Frente, interpretada por Alice, para o I Prêmio Divas da Música Brasileira: http://www.divasdamusica.com/finais.php?id=562

Alice conta que a maior experiência que trouxe do prêmio é de que daqui para frente terá que levar a sério música, “pois dos cinco jurados, entre produtores, músicos e compositores, três que votaram em mim estão insistindo comigo, falando: 'não desista, não deixa isso esfriar, monte um grupo, comece a trabalhar suas músicas para você mostrar na sua cidade, depois no seu estado’, já tenho um projeto de apresentar até o final desse ano, 17 músicas de autoria própria”.  
Conheça o Blog da Eduarda - Argumentandum

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dama da Viola

uma Dama chamada ...Helena Meirelles
Depois da experiência no Prêmio Divas da MPB, resolvi iniciar uma pesquisa em música no meu Estado. E claro, já encontrei muitos cantores e compositores merecedores do meu apreço. Mas um nome me chamou atenção: Helena Meirellles.   

Ouvindo Helena, tive a graça de sentir nas cordas de uma viola caipira, toda a essência de sua história, de sua vida. Meus ouvidos e meus sentidos se encarregaram da interpretação, e sensação foi incrível, eu recomendo.


Assim defino essa mulher, simples, mas impávida; porque foi extremamente destemida quando escolheu a música como profissão e numa época onde mulher não podia fazer muita coisa. De inúmeras matérias espalhadas por blogs, documentários e sites na internet, a respeito da vida de Helena, achei incrível ler uma entrevista onde ela conta que seus pais não aprovavam a música em sua vida e, que ameaçavam cortar-lhes até seus dedos. E na entrevista Helena diz: "Corta, que eu toco com os tocos". [que "louca"! que "bruta"! Apaixonadíssima pelo som das cordas]

Breve histórico
"Nasceu numa fazenda no pantanal do Mato Grosso do Sul em 1924 e cresceu rodeada de peões, comitivas e violeiros. Fascinada pelas violas caipiras, a família não permitia que aprendesse a tocar, o que acabou fazendo por conta própria, às escondidas. Aos poucos ficou conhecida entre os boiadeiros da região. Casou-se por imposição dos pais aos 17 anos, abandonando o marido pouco tempo depois para juntar-se a um paraguaio que tocava violão e violino. Separou-se novamente e, resolvida a tocar viola em bares e farras, deixou os filhos dos dois casamentos com pais adotivos e ganhou a estrada até encontrar o terceiro marido, com quem está junto há mais de 35 anos. Depois de desaparecer por mais de 30 anos, foi encontrada bastante doente por uma irmã, que a levou para São Paulo, onde foi "descoberta pela mídia" a partir de uma matéria elogios a na revista norte-americana "Guitar Player". Apresentou-se em um teatro pela primeira vez aos 67 anos, e gravou discos em seguida. Foi escolhida em 1993 pela Guitar Player como uma das "100 melhores instrumentistas do mundo" por sua atuação nas violas de 6, 8, 10 e 12 cordas". Faleceu em casa, em 25 de setembro de 2005 aos 81 anos, em Campo Grande – MS,  vítima de parada cardiorrespiratória.

Veja o trailer do documetário feito para Helena Meirelles no Youtube