sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ele renunciou!!

O ditador Hosni Mubarak, 82, renunciou ao poder depois de comandar uma ditadura com mão de ferro durante 30 anos. O anúncio foi feito pelo vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, na TV estatal. Em poucos minutos, centenas de milhares estavam em festa e aos gritos na praça Tahrir, epicentro das manifestações de oposição.

Após o anúncio, uma explosão de alegria tomou as ruas do Cairo. Centenas de milhares de egípcios agitaram bandeiras, choraram e se abraçaram em celebração. (Fonte: Folha.com)

Com certeza o que marca e emociona é união e a bravura do povo do Egito. 18 dias de protesto. Exemplo! 

"....de gestos xucros que veio de longe".

“Eu sou o homem desajeitado e de gestos xucros que veio de longe. Eu sou o homem fronteiriço que na infância atribulada recebeu nas faces sanguíneas os açoites desse vento, vadio e aragano. (...)

Eu vim dos ervais, meus irmãos, do fogo dos barbaquás, do canto triste e gemente dos urus, dos bailados divertidos, dos entreveros dos bolichos das estradas, do mais hirsuto da paulama seca, do pôr-do-sol campeiro, dos dutos, das encruzilhadas e das distâncias perdidas. Eu sou filho da jungle, sou gaudério de todos os pagos, apaixonado das querências e cria de todos os galpões da terra.

Eu vim de longe, eu sou um misto de poeira de estrada, de fogo de queimada, de aboio de vaqueiro, de passarada em sarabanda festiva no romper da madrugada, de lua andeja rendilhando os campos, as matas, as canhadas, o vargedo. Sou misto, também, de índio vago, cruza-campo e trota-mundo.

Os ventos do destino – maus e bons – levaram-me a pagos diferentes. Os meus pés dilacerados trilharam muitos caminhos. (...)

Eu vim, em verdade, dos charcos e da poeira revolvente dos tempos, mas com o confor to grandiloqüente de ter sido guiado por essa luz mirífica que é o farol divino que indica, neste tormentoso vale de lágrimas, aos bons e aos puros de espírito, o caminho certo da vida.

Procurei cantar com ternura e suavidade as belezas incomparáveis do sertão e, tanto quanto possível, procurei descrever com fidelidade as paisagens coloridas das estâncias.

Fui gemido de carreta manchega no estirão da serra íngreme e fui, também, envaidecido, tropel de tropilha crioula e índio aragano, trilhador de todos os caminhos.

Amei, imensamente, o vazio aberto. Nele, sempre vi, orgulhoso e confortado, a obra incomensurável do Senhor.”

Esse texto *intenso, me foi enviado com muito carinho pela Ana Paula (minha querida professora) e é parte do discurso de posse do escritor sul-matogrosse Hélio Serejo, na academia matogrossense de letras em 1973.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Massa falida?

6 de fevereiro de 2011. Dia de eleição em Dourados.

Você tem todo o direito de votar no candidato que você quiser; de cobrar, tem ainda mais direito, pois, o regime democrático surgiu para permitir que todas as pessoas pudessem opinar na política, por meio de candidatos escolhidos nas eleições, e que, em teoria, passam a agir a nosso favor. Essa  é a única maneira viável que nos permite manifestar nossos direitos políticos. E a partir daí, cabe a nós ao menos fiscalizar os atos dos nossos representantes políticos e certamente cobrar deles o compromisso feito antes da eleição.

Importante e fácil
Se ao invés de trabalhar pelo bem do povo, os políticos aproveitar de seus cargos pra se enriquecer, você quanto população, deve ficar atento e cobrar. E, por favor, não se acomode. Por mais que esse comodismo seja comum em países deficientes em "educação", como no Brasil. Parece que o povo brasileiro é incapaz sequer de entender quando está sendo prejudicado por uma medida do governo. Acompanhe a situação do Egito e entenderás.


E jamais se encaixe no perfil de "sem educação"; deixe ao menos fluir o caráter que você tem e que aprendeu com a tua família, isso ajuda enxergar novos horizontes e, conseqüentemente, exigir seus direitos; porque um político corrupto pode até ter educação no sentido de ensino superior, ou não ter nada, como o ex-prefeito de Dourados [Ari Artuzi], que não tinha nem educação nem caráter. Precisamos acreditar que essa Massa não está Falida

Creio SIM, que existem políticos do bem. Mas, como canta os grados  Duduca e Dalvam: “se aderirmos os jogos políticos seremos síndicos da Massa falida”! “Não aborte os seus ideais”!
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé! Mas, não se esqueça de cobrar!


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pausas para o "Dia da partida" no Egito

Histórico! No "Dia da Saída", oposição leva multidão às ruas do Cairo contra presidente. Aumenta a pressão internacional contra o regime que já dura 30 anos. (Fotos: G1)




 O Brasileiro podia adpatar esta cultura de união e lutar assim contra a CORRUPÇÃO!
                                                          

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Quando o Jazz é sagrado

Esta matéria do Estadao.com vale "control C control V" no meu Blog. Perfeita!
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Aos 90 anos, desembarca em São Paulo, no Sesc Pompeia, no próximo dia 12, um gigante do jazz, o sax tenor e flautista Yusef Lateef, nascido William Emanuel Huddleston em 1920 em Chattanooga, Tennessee. Ele integrou os grupos de Dizzy Gillespie, Charles Mingus e o Cannonball Adderley Sextet. É a primeira vez de Lateef no Brasil.

Lateef. Músico e educador que ganhou o Grammy

A exemplo de Ornette Coleman (80 anos), Sonny Rollins (80 anos) e Dave Brubeck (90 anos), ele é um dos remanescentes de uma era de ouro do jazz. Poucas coisas são tão referenciais no gênero quanto o estilo macio de Lateef na música Theme from Spartacus. Qualquer coisa que se ouça dele entre 1940 e 1970 é imediatamente reconhecível - é a própria expressão do estilo no jazz. Mas ninguém espere que ele chegue ao Sesc Pompeia tocando Take the "A" Train. "Eu não toco mais standards", disse Lateef ao Estado, falando por telefone, de Nova York.

"Não toco mais standards porque a supremacia dos standards fez com que a evolução ficasse em segundo plano, a música se tornou muito típica", afirmou o artista, que fará seu show em São Paulo com Rob Mazurek (trompete), Jason Adasiewicz (vibrafone), William Parker (baixo), Thomas Rohrer (rabeca) e Maurício Takara (percussão).

Veja também:
Som vem da sua energia física, mental e espiritual
Ouça faixas de Towards the Unknown

 Segundo Lateef, o que o mantém em atividade aos 90 anos é a curiosidade existencial. "O que eu procuro é mergulhar dentro daquilo que sou", disse. "O que me mantém ativo é a busca do significado do presente." Ele começou aos 18 anos - ou seja, já está há mais de 70 anos na ativa. "Da minha juventude, eu me lembro do prazer. Tocar com pessoas como Roy Eldridge e Dizzy Gillespie foi puro prazer. Uma sensação maravilhosa."

Muitos críticos dizem que Yusef Lateef foi o inventor da world music, ao lançar, em 1961, o disco Eastern Sounds, em que misturava jazz com sons do Oriente - mas ele dá uma gargalhada quando ouve isso. "A sensação de ir em direção à experimentação revelou-se, no final, muito eficiente", diz apenas.
Não se surpreende com a notícia de que o show de Ornette Coleman no Sesc tenha sido um dos mais bem avaliados de 2010. "Imagino que hoje algumas plateias conseguem apreciar a revolução. E talvez eles não apreciassem antes porque não entendiam. Se você entende a evolução, você passa a aceitá-la."

Lateef não aponta nenhum novo nome do jazz como destaque, em especial. "Bem, eu não desgosto de ninguém. Todos estão tentando produzir algo belo, com significado", diz. O jazzista viveu e lecionou na Nigéria durante quatro anos, como pesquisador sênior, para uma tese sobre a flauta africana. Na banda de Cannonball Adderley, ouviu muito a música brasileira - Adderley era fã.
"Acho que cada país tem algo de único a oferecer em termos de música e arte. Mesmo sem entender bem, eu tentei", conta. Está ansioso para fazer seu primeiro show no Brasil. "Acredito na paz, no amor, no respeito e na humanidade. E no amor de Deus. Tento fazer o bem e acredito no amor do Criador. Quero que as pessoas venham para ouvir, e que possam sentir a emoção da expressão musical."

COM QUEM ELE TOCOU
Charles Mingus
Cannonball Adderley
Miles Davis
Dizzy Gillespie
Milt Jackson
Tommy Flanagan
Barry Harris
Paul Chambers
Donald Byrd
Hank Jones
Thad Jones
Elvin Jones
Kenny Burrell
Lucky Thompson
Matthew Rucker
Lucky Millender
Fonte: estadao.com.br

domingo, 30 de janeiro de 2011

Revista Cultura em MS


A versão digital da terceira edição da revista Cultura em MS, publicação da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), já encontra-se disponível no site www.fundacaodecultura.ms.gov.br. O arquivo, em formato pdf, vem com cinco páginas a mais do que a versão impressa, com artigos, na íntegra, de pesquisadores de Mato Grosso do Sul, Bolívia e Paraguai, relacionados ao tema Cultura e Fronteira. Fonte: Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul

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sábado, 29 de janeiro de 2011

NO AR: Rádio DIVAS


Que a música brasileira é repleta de estrelas ninguém duvida. Reunir as maiores divas da MPB e fazê-las brilhar em uma só constelação foi o desafio aceito pelo portal GloboRadio. Uma rádio corporativa: a Rádio Divas da Música Brasileira é um desdobramento do I Prêmio Divas da Música Brasileira Elas&Lucros Icatu Seguros, realizado em outubro de 2010. (Fonte:GloboRadio.com)
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