quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Quando o Jazz é sagrado

Esta matéria do Estadao.com vale "control C control V" no meu Blog. Perfeita!
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Aos 90 anos, desembarca em São Paulo, no Sesc Pompeia, no próximo dia 12, um gigante do jazz, o sax tenor e flautista Yusef Lateef, nascido William Emanuel Huddleston em 1920 em Chattanooga, Tennessee. Ele integrou os grupos de Dizzy Gillespie, Charles Mingus e o Cannonball Adderley Sextet. É a primeira vez de Lateef no Brasil.

Lateef. Músico e educador que ganhou o Grammy

A exemplo de Ornette Coleman (80 anos), Sonny Rollins (80 anos) e Dave Brubeck (90 anos), ele é um dos remanescentes de uma era de ouro do jazz. Poucas coisas são tão referenciais no gênero quanto o estilo macio de Lateef na música Theme from Spartacus. Qualquer coisa que se ouça dele entre 1940 e 1970 é imediatamente reconhecível - é a própria expressão do estilo no jazz. Mas ninguém espere que ele chegue ao Sesc Pompeia tocando Take the "A" Train. "Eu não toco mais standards", disse Lateef ao Estado, falando por telefone, de Nova York.

"Não toco mais standards porque a supremacia dos standards fez com que a evolução ficasse em segundo plano, a música se tornou muito típica", afirmou o artista, que fará seu show em São Paulo com Rob Mazurek (trompete), Jason Adasiewicz (vibrafone), William Parker (baixo), Thomas Rohrer (rabeca) e Maurício Takara (percussão).

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 Segundo Lateef, o que o mantém em atividade aos 90 anos é a curiosidade existencial. "O que eu procuro é mergulhar dentro daquilo que sou", disse. "O que me mantém ativo é a busca do significado do presente." Ele começou aos 18 anos - ou seja, já está há mais de 70 anos na ativa. "Da minha juventude, eu me lembro do prazer. Tocar com pessoas como Roy Eldridge e Dizzy Gillespie foi puro prazer. Uma sensação maravilhosa."

Muitos críticos dizem que Yusef Lateef foi o inventor da world music, ao lançar, em 1961, o disco Eastern Sounds, em que misturava jazz com sons do Oriente - mas ele dá uma gargalhada quando ouve isso. "A sensação de ir em direção à experimentação revelou-se, no final, muito eficiente", diz apenas.
Não se surpreende com a notícia de que o show de Ornette Coleman no Sesc tenha sido um dos mais bem avaliados de 2010. "Imagino que hoje algumas plateias conseguem apreciar a revolução. E talvez eles não apreciassem antes porque não entendiam. Se você entende a evolução, você passa a aceitá-la."

Lateef não aponta nenhum novo nome do jazz como destaque, em especial. "Bem, eu não desgosto de ninguém. Todos estão tentando produzir algo belo, com significado", diz. O jazzista viveu e lecionou na Nigéria durante quatro anos, como pesquisador sênior, para uma tese sobre a flauta africana. Na banda de Cannonball Adderley, ouviu muito a música brasileira - Adderley era fã.
"Acho que cada país tem algo de único a oferecer em termos de música e arte. Mesmo sem entender bem, eu tentei", conta. Está ansioso para fazer seu primeiro show no Brasil. "Acredito na paz, no amor, no respeito e na humanidade. E no amor de Deus. Tento fazer o bem e acredito no amor do Criador. Quero que as pessoas venham para ouvir, e que possam sentir a emoção da expressão musical."

COM QUEM ELE TOCOU
Charles Mingus
Cannonball Adderley
Miles Davis
Dizzy Gillespie
Milt Jackson
Tommy Flanagan
Barry Harris
Paul Chambers
Donald Byrd
Hank Jones
Thad Jones
Elvin Jones
Kenny Burrell
Lucky Thompson
Matthew Rucker
Lucky Millender
Fonte: estadao.com.br

domingo, 30 de janeiro de 2011

Revista Cultura em MS


A versão digital da terceira edição da revista Cultura em MS, publicação da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), já encontra-se disponível no site www.fundacaodecultura.ms.gov.br. O arquivo, em formato pdf, vem com cinco páginas a mais do que a versão impressa, com artigos, na íntegra, de pesquisadores de Mato Grosso do Sul, Bolívia e Paraguai, relacionados ao tema Cultura e Fronteira. Fonte: Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul

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sábado, 29 de janeiro de 2011

NO AR: Rádio DIVAS


Que a música brasileira é repleta de estrelas ninguém duvida. Reunir as maiores divas da MPB e fazê-las brilhar em uma só constelação foi o desafio aceito pelo portal GloboRadio. Uma rádio corporativa: a Rádio Divas da Música Brasileira é um desdobramento do I Prêmio Divas da Música Brasileira Elas&Lucros Icatu Seguros, realizado em outubro de 2010. (Fonte:GloboRadio.com)
Leia a matéria completa 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Rádio DIVAS


O I Prêmio Divas da Música Brasileira – Elas&Lucros ● Icatu Seguros já rendeu frutos e a edição para 2011 já está confirmada. A grande novidade é que todos poderão ouvir a boa música nas vozes das Divas da Música Brasilera, ainda a partir do mês de janeiro. Será lançada no próximo dia 26, quarta-feira, as 19h, no Auditório da GloboRadio.com, a Radio Divas da Música Brasileira.  Uma realização da revista Elas&Lucros e GlobroRadio.com. Apoio de IcatuSeguros, Rádio CBN e Rádio Globo.

Sob a curadoria musical do jornalista João Carlos Santana, a Radio Divas é um desdobramento do I Prêmio Divas da Música Brasileira, realizado em outubro de 2010, que homenageou Alaíde Costa, Dóris Monteiro e Ademilde Fonseca e que também revelou três novas cantoras do Brasil, as três finalistas da primeira edição do Prêmio Divas, as jovens Janaina Moreno (Minas Gerais), Alice Fernandes (Mato Grosso do Sul) e a grande vencedora, a carioca Aline Paes, que na noite de lançamento (26) canta e encanta todos os convidados, com sua bela voz.

 Programação Rádio Divas
Na programação, canções das grandes divas da MPB, das 12 semifinalistas da primeira edição do prêmio, além de entrevistas, programas exclusivos, boletins sobre qualidade de vida e finanças pessoais, entre outras notícias.


Webradio: as Divas esperam por você!
clique e ouça


sábado, 15 de janeiro de 2011

Rocha do Chamamé



Cada vez que eu ouço uma boa música, meus ouvidos são lubrificados. Mas, depois que eu comecei pesquisar um pouco mais a música do meu Estado, vi que aqui existem muitos cantos e encantos camuflados.

Depois de conhecer a história da Helena Meireles, uma grande violonista de Mato Grosso do Sul que, além de ser eleita internacionalmente, pela revista especializada Guitar Player, uma das melhores instrumentistas do mundo, tem sua palheta [um pequeno objeto de formato triangular, utilizado para se friccionar as cordas de instrumentos musicais como a guitarra, violão e viola], entre as 100 Melhores Palhetas do Mundo e, entre Jimi Hendrix, B.B.King e outros, lá está a de Helena Meireles, Rainha da Viola, uma palheta de chifre de boi, esculpida a faca.  Magnífico!

Assim conhecendo Helena, resolvi saber um pouco mais do sanfoneiro Dino Rocha, um "chamamezeiro" nato Sul-Matogrossense  . 

Ouvindo Dino pela primeira vez, obeservei e senti toda a esplêndida linguagem falada de "todinhas" aquelas teclas de seu instrumento. E em suas composições, o músico deixa manifestar, seus sentimentos por meio de um trabalho simples, a arte da música. 
Com nove anos, ele se apaixonou pelo som harmonioso da Sanfona.  E desde então, seu amor pelo instrumento só aumentou.
Hoje, dia 15 de janeiro, às 21h, Dino Rocha se apresenta em Dourados, no Cluve Harmonia, localizado a rua Melvin Jones 307. Os convites estarão a venda na portaria a R$ 10.
É uma oportunidade para conhecer Dino e  seu trabalho.
Mais sobre Dino Rocha

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tem saida?

Na Biblia Sagrada, em Romanos 8: 18 a 22 diz que não somente a raça humana, mas também o Universo todo sofre as consequências do pecado, e o universo ficará livre do poder do pecado e tomará parte na liberdade dos filhos de Deus. Quando leio esses versículos fico atenta ao que está acontecendo no Brasil e no mundo. O ano de 2010 foi marcado por muitos desastres, tanto naturais como humanos. Hoje dia 13 de janeiro de 2011, os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo sofrem com as chuvas; só no Rio já são mais de 356 mortes.

Onde esse mundo vai parar...com tantas guerras. É no oriente é no ocidente é no Brasil  no resto do mundo. O que fazer, dizer, ninguém nem sabe...ficar calado, parece melhor...
Enquanto isso, a Natureza chora, mandando seus avisos

TEM SAÍDA?
É a consciência! Tem saída?
É a política! Tem saída?
É a verdade e a realidade! Temos Saída?

Desigualdade, fome, violência, drogas e o que mais?
Infelizmente tem mais...
Corrupção, poluição e o aquecimento global
Enquanto isso as crianças nas ruas, são igualadas como animais...

Tremor de magnitude 7, no dia 12 de janeiro de 2010 matou ao menos 200 mil no Haiti.

TEM SAÍDA?
É a consciência! Tem saída?
É a política! Tem saída?
É a verdade, a realidade! Temos Saída?
Ou o que nos resta é gritar: Ái meu Deus!

Uma história Cantada

Sonhos Dourados
(Cesar Mocarzel)

Quando eu era criança
Não sabia da vida
Só carrego a lembrança
Da fazenda antiga

Pela mata eu ia
Em caminhos traçados
Sem limite ou fronteira
Rumo aos sonhos dourados

Andando pela estrada
De terra dura e batida
Fui deixando pra trás
A vida dura e sofrida

Com a viola na mão
Foi que, então, descobri
Que minha grande paixão
É cantar por aí

Soltei a voz pelo mundo
E cantando encontrei
Toda aquela magia
Que um dia sonhei