Foto: Helton Perez
No Gosto doce e amargo das coisas de que somos feitos é um espetáculo teatral repleto de essência, vida e intensidade. Quando assisti a peça pela primeira vez, lembro-me do cheiro do café na noite fria da fronteira em Ponta Porã. Tudo foi e é pura inspiração do diretor Nill Amaral e do seu ótimo elenco, composto pelas atrizes: Aline Duenha, Ligia Prieto, Luciana Kreutzer e pelo ator, Bruno Moser, sob textos da explêndida escritora Clarice Lispector. A mais recente apresentação da peça foi na última quinta-feira (20), no Horto do SESC na capital.
Quando pergundo sobre mais uma belíssima apresentação e como é reviver toda beleza e vida nas cenas, ou então, como sentir o cheiro do café, por exemplo, Nill me responde: Rs. Pois é... Estamos em uma nova fase do espetáculo após três anos, em cena, a dramaturgia nos permite uma revistaçao da obra da escritora, e isso para nós é importante e fundamental, são reflexos das apresentações anteriores. O espetáculo se configura nesse tempo mesmo, ou seja, durante as apresentações. Esse retorno à dramaturgia é uma forma de manter vivo o espetáculo que já se representa como uma das melhores produções teatrais realizadas no Estado de Mato Grosso do Sul, prova disso é o acolhimento e o reconhecimento do publico em importantes festivais de teatro nas temporadas da capital e no interior.
Nill aproveita a oportunidade e diz que o elenco, são as pessoas a quem ele mais deve o sucesso da peça. "São eles que me ouvem, me aceitam como diretor e também me exigem o tempo todo".
Sendo assim, o que me resta desejar?
Sucesso!!!!!






